Após realização do evento Cavalgada do Bel, no dia 17 de agosto, a oposição que ao longo da campanha deu início a diversos processos contra o candidato, na época, Bel Júnior também fez denúncia ao Tribunal Eleitoral da 45º zona, que é responsável pelos municípios de Massapê e Senador Sá, sobre o evento. A denúncia da Coligação Pela Dignidade de Nossa Gente (PSB/PT) alegou que o evento denominado 'Cavalgada do Bel', "...teria sido realizado com com forte caráter eleitoral." E que o evento teria contado com "ampla participação popular e de candidatos a vereador," Além de ter "diversas irregularidades que indicam abuso de poder político e econômico." Entre as ações denunciadas estão a distribuição de camisetas, chapéus e bonés personalizados, além de oferta gratuita de alimentos e bebidas, tudo com o intuito de angariar votos, segundo narra o texto do processo.
Com o decorrer do
processo, agora em setembro, já após a histórica derrota do grupo de oposição.
Foi emitido parecer recomendando a cassação dos diplomas de candidatura do
atual prefeito e reeleito de Senador Sá, Bel Júnior, e de sua vice, Mariazinha.
O parecer, é referente ao processo de Ação de Investigação Judicial Eleitoral
(AIJE), feito apartir da referida denúncia. Que também apontava, que o evento
teria contado com "uma megaestrutura de palco e som, a reprodução de
jingles de campanha e shows de artistas renomados, o que teria sido amplamente
divulgado nas redes sociais do próprio candidato. O evento iniciou-se na
Fazenda do James Bel, de propriedade do irmão de Bel Júnior, e terminou na
praça pública de Senador Sá." Assim, segundo a análise dos altos
pelo Ministério Público Eleitoral, que entendeu haver abuso de poder econômico
e político por parte dos investigados, com a utilização indevida de recursos
municipais, como o uso de uma ambulância para o evento. Diante dessa análise, o
promotor eleitoral, Evânio Pereira de Matos Filho, recomendou a cassação dos
diploma além da
decretação da inelegibilidade de ambos.
Agora entendendo esses vai e vem judiciais, foquemos nos fatos reais:
As eleições de 2024, foi aparentemente tranquila, entretanto no âmbito judicial a briga foi continua e com diversos processos eleitorais iniciados pelas coligações, candidatos e partidos. A maioria, com justificativas fúteis e desnecessárias que poderiam ser facilmente entendidos, por qualquer leigo no assunto, como birra e/ou despeito político. Nesse processo específico, que popularmente virou chacota. Observando as alegações da oposição, que destorcem a realidade dos fatos e desconhecem o contexto municipal dos últimos cinco anos além das tradições construidas, facilmente poderíamos derrubar os argumentos da denúncia. Cobrimos eventos desde de 2009 e eleições de 2012 em Senador Sá, assim analisemos os pontos. Primeiro, é fato, que cavalgadas em nossa região são eventos tradicionais, e Bel Júnior junto com seu irmão realizam as suas a mais de cinco anos e sempre com as mesmas bases e organizações.
Outro ponto das alegações, foram as camisetas e bonés, que todos os anos são confeccionadas aos participantes do evento, principalmente os vaqueiros e cavaleiros, com a logo e frase "Cavalgada do Bel" e a do James denomina "Cavalgada do Guerreiro", ambas desde seu início. Em referente a músicas e/ou jingles, que segundo a oposição eram políticas, outro fato que não condiz com a realidade, tendo em vista que diversos artistas produziram músicas com perspectivas e de alusão a vitórias, conquistas, vaquejadas e etc. reproduzidas em todos os lugares nos últimos meses. Sobre o uso de ambulância, que é uma ação importante e necessária e que é disponibilizada em todos os eventos que solicitam igualmente como o comparecimento da Polícia Militar, não há nem o que dizer.
Nas alegações da denúncia feita pela oposição, a culminância do evento foi feita em praça pública, é importante salientar que é uma inverdade, tendo em vista que os shows encerrando o evento foram realizados em terreno no Bairro Nossa Senhora do Amparo (Matadouro). Nesse momento, qualquer pessoa que visualizou a estrutura, que passa longe de "uma megaestrutura de palco e som" como alegado e nas redondezas do evento, diversos pequenos empreendedores municipais aproveitaram o momento para colocarem suas barracas e venderem bebidas e comidas, fato que derruba outra alegação que teria sido distribuído gratuitamente no evento. Já referente as atrações que segundo o texto do processo eram "renomadas", o fato é que foram artistas regionais que pessoalmente nunca havia ouvido falar que incluíam shows de Pedro Guerra, Peddro Pepe, Niltim Cantor, Lafaete do Forró e Fabim Teclas.
Portanto, apontar
um evento que acontece a vários anos e sempre na mesma época como algo
exclusivamente com intuito eleitoral é no mínimo desespero. Assim, agora o
processo decorre na justiça e havendo uma boa defesa e uma análise real da
justiça deve ser facilmente encerrado e arquivado. E vale lembrar que há algumas instâncias que as partes podem recorrer. Em um cenário, que as candidaturas sejam
cassadas, o município teria eleições complementares e apenas gerariam gastos a
justiça eleitoral e ao poder público tendo em vista que Bel Júnior foi reeleito
com quase 70% dos votos válidos e somou conquistas históricas como o maior
percentual e número de votos já obtidos por um candidato e ainda a maior
diferença entre o segundo colocado. A oposição celebra o processo como uma
conquista, mas em qualquer um dos resultados e decisões será apenas mais uma
oportunidade de ser derrotada novamente para que respeite e entenda a escolha popular. Enquanto o calendário eleitoral, pós
eleições, segue o processo decorre e aguardemos os próximos momentos dessas
situações que só a política municipal nos proporciona.

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